O início do ano sempre deixa algo meio místico na atmosfera. Surgem promessas, pausas, novos objetivos e uma energia que nos faz acreditar que tudo é possível, e que nós somos sim capazes de mudar o mundo.
Em meio a tantas metas pessoais, talvez um dos objetivos do novo ano poderia ser viver um pouquinho melhor. Estar mais presente. E se permitir mergulhar, com gentileza, no mundo do vinho.
Pensando nisso, deixo aqui uma lista de filmes (que eu gosto) para acompanhar esse começo de ano. Não são filmes técnicos. E como ainda estamos em clima de férias, mesmo trabalhando, todos têm histórias leves, daquelas que nos lembram que viver é bom demais.
Talvez esse seja um dos jeitos mais bonitos de se aproximar do vinho em 2026: Sem pressão, sem regras, só permitindo que ele nos acompanhe nos bons momentos e faça parte das boas lembranças.
Esses filmes não falam exatamente sobre vinho, e nem o mundo do vinho. Eles falam sobre viver, sobre estar e experimentar. E o vinho faz parte disso.
Comer, Rezar e Amar
Ele precisava abrir a lista.
Para quem nunca viu, fica o convite. Para quem já viu, talvez seja a hora de rever, e dessa vez acompanhado de uma, ou algumas, taças de vinho.
É um filme sobre escutar os próprios desejos. Aqui, o prazer não é excesso, é caminho.
O vinho entra como companhia de quem aprende a viver o presente com mais consciência e redescobre a beleza do cotidiano com presença.
Se quiser uma sugestão de acompanhamento: Um Chardonnay, sem muita madeira, que acolhe e quase nos abraça durante a degustação.
A Good Year (Um Bom Ano)
Sobre desacelerar. Perceber que a vida pode ser mais gentil quando a gente para de correr. Perfeito para o começo do ano, quando tudo ainda pode ser simples — inclusive o vinho.
Uma boa companhia: Um Rosé seco, de preferência brasileiro. Elegante e despretensioso, como um final de tarde sem pressa.
Sob o Sol da Toscana
Recomeços não precisam ser grandiosos nem ter holofotes, eles só precisam de escolhas nossas e consciência. Um filme para lembrar que pertencer também é um tipo de amor.
Aqui casa bem um vinho tinto jovem, que fale mais sobre estar junto do que sobre impressionar. Merlot ou Sangiovese são ótimas escolhas.
Entre Amores e Vinhos (Netflix)
Comunidade, afeto e raízes. O vinho nasce das pessoas e dos lugares, e se interessar por ele também é se interessar por histórias e culturas. Particularmente, algo que amo explorar.
Um pouco de romance, um pouco de comédia e a lembrança de que cada território carrega vida, e todo mundo pode ensinar algo. Um pouco do que é a nossa também.
Aqui vale um tinto mais intenso, que convida a apreciar uma taça mais devagar. Marselan ou Syrah funcionam muito bem.
Borbulhas de Amor (Netflix)
Um lembrete de que experimentar, ouse permitir, algo novo pode ser divertido. Sem compromisso e sem manual. Às vezes, basta sair da rotina para se surpreender.
Aqui não é sugestão, é quase obrigação: Se quiser companhia de vinho, que seja um bom espumante. O nome já avisa né?
Esses filmes são um convite gentil para se aproximar do vinho pelo sentir, não pelo saber. Que boas experiências nasçam da curiosidade de provar, e não da obrigação de saber!
Por agora: Dar play e brindar: O novo ano e a nós.
Dica: Vinhos brancos mais leves e frescos, além de espumantes brut ou demi-sec, harmonizam muito bem com pipoca salgada 😉
__por Priscila D. Dal Lago

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